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Laudo toxicológico confirma cocaína e benzodiazepínicos no corpo de bebê vítima de maus-tratos em Sarandi

Foto: Divulgação

Um exame laboratorial realizado na recém-nascida de 14 dias que deu entrada no Hospital Santa Casa de Maringá no dia 10 de março com suspeita de agressão confirmou a presença de cocaína e benzodiazepínicos no organismo da criança. O laudo toxicológico foi divulgado no dia 17 de março e deve ser anexado às investigações conduzidas pelo Conselho Tutelar de Sarandi e pela Polícia Civil.

A bebê, que chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebeu alta da unidade e agora está na ala semiextensiva, onde já iniciou acompanhamento com fonoaudióloga para estimulação da língua, visando uma possível alimentação via oral. O caso continua sendo acompanhado pela equipe médica.

Pais presos e versão contraditória

Os pais da criança foram detidos ainda no dia 10 de março, após a equipe médica da Santa Casa acionar a Polícia Militar ao notar marcas de agressão no corpo da recém-nascida. A mãe foi presa no mesmo dia. O pai, que havia sido liberado, teve a prisão preventiva decretada no dia 12 de março, após prestar depoimento à Polícia Civil.

Em sua versão, o pai afirmou que a mãe teria amamentado a filha logo após consumir cocaína, hipótese agora considerada pela investigação. A delegada Karoliny Neves Marques, responsável pelo caso, afirmou que o inquérito segue em andamento e que todas as circunstâncias estão sendo analisadas com cautela para garantir a proteção da vítima e o esclarecimento das responsabilidades.

Laudo do IML descarta abuso sexual, mas confirma lesões

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou, neste momento, a suspeita inicial de abuso sexual contra a bebê, ao constatar que não houve conjunção carnal. No entanto, o exame confirmou a presença de lesões corporais em diversas regiões do corpo. A investigação agora busca determinar a “idade” dessas lesões, se são recentes ou se indicam um histórico de agressões contínuas.

Diante do quadro de risco e da soltura dos genitores, o Conselho Tutelar de Sarandi solicitou à Justiça o acolhimento institucional da criança para garantir sua proteção integral.

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