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Ministro do STJ pede licença médica de 90 dias e nega, em carta, acusações de importunação sexual

Foto: José Alberto/STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, solicitou uma licença médica de 90 dias, apresentando um atestado psiquiátrico. A medida ocorre em meio a investigações por importunação sexual movidas contra ele, incluindo uma denúncia de uma jovem de 18 anos. Buzzi nega veementemente todas as acusações, conforme declarou em carta enviada aos colegas da Corte nesta segunda-feira (9).

Na carta, o magistrado afirma estar “muito impactado” e que os fatos têm causado “mágoas às pessoas da minha família e convivência”. Ele invoca seus quase 70 anos, uma trajetória que classifica como “ilibada” e um casamento de 45 anos como elementos de “coerência biográfica” que, em sua visão, pedem cautela na apreciação das acusações. “Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu.

Denúncia envolvendo jovem de 18 anos

O caso mais recente, revelado na última semana, envolve uma jovem de 18 anos que registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Segundo seu relato, em 9 de janeiro, durante uma estadia na casa de praia de Buzzi em Balneário Camboriú (SC), o ministro a teria agarrado pela lombar no mar, forçando contato físico mesmo após tentativas de escape. A família da jovem deixou o local no mesmo dia e formalizou a denúncia em 14 de janeiro.

Uma nova denúncia foi apresentada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira. A Corregedoria do CNJ já ouviu a primeira jovem e sua mãe e informa que as apurações seguem em sigilo para preservar as partes. O STJ convocou uma reunião extraordinária para tratar do assunto.

Contexto e andamento processual

Buzzi está de licença médica desde o dia 5 de fevereiro. Interlocutores informam que ele recentemente colocou um marca-passo e, segundo a TV Globo, esteve internado. O ministro enfrenta um inquérito por importunação sexual — crime com pena de 1 a 5 anos de reclusão — que, devido ao foro privilegiado, será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto isso, a defesa da jovem acusadora manifestou que aguarda rigor e celeridade nas investigações. O caso coloca sob os holofotes não apenas a conduta do magistrado, mas também os mecanismos de responsabilização no interior do próprio Poder Judiciário.

Com informações de G1.

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