Os dois homens mortos a tiros na madrugada de domingo (1º), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, foram identificados como Jeferson Lima dos Santos e Adriano Lima dos Santos, irmãos. A ocorrência aconteceu no bairro Jardim Virgínia, logo após o término de uma corrida por aplicativo, e é investigada pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias exatas do confronto e a alegação de legítima defesa.
De acordo com a Polícia Militar, houve um desentendimento entre o motorista e os passageiros. Segundo a corporação, os irmãos estavam armados, um com um revólver calibre .22 e outro com uma faca, e teriam tentado atacar o condutor, que portava uma pistola calibre 9 mm. Um dos irmãos morreu no local. O outro chegou a ser socorrido por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Em depoimento à Polícia Civil, o motorista afirmou que a discussão começou porque o grupo teria derramado cerveja dentro do carro, o que o impediria de seguir trabalhando naquela noite. Ele relatou ainda que, após finalizar a corrida para os dois irmãos e uma amiga, percebeu que eles haviam esquecido uma bolsa no veículo. Ao retornar para devolver o objeto e abordar o prejuízo causado, os ânimos teriam se exaltado. Conforme a versão do condutor, um dos irmãos tentou sacar o revólver durante a discussão e, em seguida, ele reagiu com disparos. O motorista também afirmou que o outro irmão o atacou com uma faca e acabou baleado.
A defesa sustenta que o motorista não fugiu e que ele próprio acionou o Samu para prestar socorro, permanecendo no local até a chegada da Polícia Militar. No atendimento da ocorrência, foram apreendidas a pistola 9 mm do motorista, o revólver calibre .22 e a faca.
A Polícia Civil apura a dinâmica do caso e a legalidade da conduta do motorista, incluindo a situação da arma. Segundo as informações registradas, a pistola era registrada, mas o condutor não possuía autorização para porte, motivo pelo qual ele foi autuado e preso em flagrante. Por ser réu primário e ter colaborado com as autoridades, ele foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade. A terceira passageira, que presenciou o caso, já prestou depoimento para contribuir com a investigação.















