O Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu, em 1ª instância, Eliandro Bastos, 36 anos, acusado de matar o empresário Kerli Fabrício durante uma confraternização de fim de ano em Cláudio, em dezembro de 2024. A decisão é de setembro e tramita sob segredo de justiça. A família da vítima tenta reverter o resultado em 2ª instância.
Segundo a defesa, a absolvição ocorreu após a análise de provas e depoimentos reunidos no processo, com manifestação favorável do Ministério Público pela absolvição. O juiz reconheceu legítima defesa. Eliandro está em liberdade desde janeiro, quando deixou o Presídio Floramar, em Divinópolis, após alvará de soltura.
O caso ocorreu em 21 de dezembro de 2024. De acordo com a Polícia Militar à época, após discussão iniciada na festa da empresa, Kerli teria informado que demitiria Eliandro por ser “funcionário muito caro”. Do lado de fora, na portaria social, o empresário foi atingido por três facadas. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no Pronto Atendimento Municipal.
A empresa declarou na ocasião não ver “explicação lógica” para o crime, ressaltando a longa relação profissional entre vítima e acusado. Depois das facadas, Eliandro fugiu e pediu ao irmão que acionasse a polícia porque pretendia se entregar. A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como homicídio qualificado por motivo fútil.
A defesa sustenta que Eliandro agiu para se proteger. Relata que ele teria sido trancado na empresa pelo patrão, fugiu correndo, foi alcançado e arrastado até a portaria, onde ocorreram as agressões. Afirma ainda que a faca estava no local e foi usada para defesa, afastando a ideia de premeditação.
Os representantes da família de Kerli disseram confiar que o TJMG reformará a decisão. Já o advogado de Eliandro afirmou acreditar na manutenção da absolvição por legítima defesa. Como o processo segue em segredo, novas informações serão conhecidas à medida que os recursos tramitarem.















