A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma menina de 3 anos cujo corpo foi localizado enterrado e concretado na lavanderia da casa onde vivia com o pai e a madrasta, em Guarulhos. O caso teria ocorrido há cerca de dois a três meses e veio à tona após a mãe passar dias sem conseguir contato com a filha.
Segundo relato apresentado, o pai disse à mãe que a criança estaria sob responsabilidade do Conselho Tutelar. Sem encontrar registros em diferentes unidades, ela registrou ocorrência e foi até a residência do ex-companheiro. Houve discussão com a madrasta e, em seguida, o pai confessou o crime e indicou onde o corpo estava. A vítima completaria 4 anos no dia seguinte ao homicídio.
Imagens divulgadas nesta sexta-feira, 28, mostram a área de serviço onde o corpo foi concretado. De acordo com as informações apuradas, o casal permaneceu na casa por meses convivendo com o cadáver, junto de outros filhos. O pai, Lucas Silva Souza, afirmou em depoimento que a madrasta, Cristina Manoela, foi responsável pelas agressões que resultaram na morte de Emanuelly Lourenço Silva Souza, enquanto ele ajudou na ocultação do corpo. Ele relatou que a madrasta teria se irritado porque a criança urinou na cama e citou desavenças antigas com a mãe da menina.
O caso é investigado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Um pedido de prisão preventiva contra o pai já foi encaminhado à Justiça, e a polícia apura se a criança foi vítima de outras formas de violência dentro da casa.















