A Justiça Federal de Minas Gerais condenou o médico Lucas Ferreira Mattos, influenciador com mais de 1,5 milhão de seguidores, por divulgar que a mamografia aumentaria casos de câncer de mama. Ele teve de remover os conteúdos e está proibido de fazer novas publicações com a mesma desinformação, inclusive em perfis de terceiros.
No vídeo, o médico afirmava que uma mamografia equivaleria a “200 raios x” e que isso elevaria a incidência da doença. Na decisão liminar, o juiz destacou que a alegação não tem amparo científico e pode levar mulheres a evitar um exame fundamental no diagnóstico precoce.
A ação civil pública foi proposta em março pela AGU, em parceria com o Ministério da Saúde e a Secom, no âmbito do projeto Saúde com Ciência. A procuradora-geral da União, Clarice Calixto, classificou a decisão como um marco na proteção da saúde das mulheres.
A mamografia é indicada para rastreamento bianual de mulheres entre 50 e 74 anos no SUS. Entidades médicas recomendam rastreio a partir dos 40 anos mediante avaliação profissional. Em casos com sinais e sintomas, o exame é diagnóstico para qualquer faixa etária.
Com informações de O Globo.















