A Prefeitura de Maringá informou que está na fase final de elaboração dos estudos para conceder a gestão do Parque do Ingá à iniciativa privada. A medida, defendida publicamente pelo prefeito Silvio Barros (PP) ao longo de 2025, visa mudar o modelo de administração do espaço.
Apesar do processo de concessão em andamento, o município prevê investimentos próprios em obras de infraestrutura no Parque já em 2026. A relação de projetos anexada à Lei Orçamentária Anual (LOA), ainda em elaboração, prevê até R$ 8 milhões em intervenções custeadas pela Prefeitura.
Investimentos prévios antes da concessão
Em nota, o Executivo destacou que essas obras não estão vinculadas à futura concessionária. “O valor orçado refere-se a intervenções de infraestrutura identificadas em levantamentos técnicos realizados pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM), que visam garantir condições adequadas de funcionamento, segurança e atratividade do espaço, independentemente do modelo de gestão futura”, informou.
A Prefeitura também frisou que cabe ao município assegurar melhorias estruturais prévias para viabilizar o processo licitatório, aumentando a liquidez e a atratividade da concessão.
Detalhes das obras
Segundo o IAM, o projeto prevê a reforma de áreas como o antigo museu, o espaço zen e o espaço palco, além de melhorias gerais de infraestrutura. Embora o custo total possa chegar a R$ 8 milhões, a LOA destina inicialmente R$ 900 mil, valor que poderá ser suplementado com superávit.
O secretário da Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, explicou que o Parque possui recursos vinculados desde 2024, no valor de R$ 5,8 milhões, que devem garantir a suplementação necessária.
“O Parque do Ingá já tem R$ 5,8 milhões garantidos e, em 2025, a soma com o superávit permitirá chegar aos R$ 8 milhões. Não há risco de que esses recursos não sejam disponibilizados para a reforma”, afirmou.
Ainda de acordo com a Prefeitura, a destinação inicial de R$ 900 mil abre margem para ajustes no decorrer do ano. Caso não haja abertura de crédito suplementar, o IAM poderá reavaliar o cronograma e a amplitude das intervenções, sempre respeitando a responsabilidade fiscal.
Com informações de Maringá Post.















