Ex-gerente de terceirizada da Copel é preso suspeito de quitar contas de luz de familiares sem pagamento

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Foto: PCPR

Homem de 36 anos é investigado por quitar contas de energia de familiares sem pagamento e desviar dinheiro de clientes de uma concessionária de motocicletas. Pelo menos dez pessoas foram identificadas como vítimas.

Um homem de 36 anos foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (29), em Toledo, no Oeste do Paraná, suspeito de envolvimento em dois esquemas de fraude que, juntos, teriam causado prejuízo de aproximadamente R$ 681 mil. Ele trabalhou como gerente de uma empresa terceirizada da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e também em uma concessionária de motocicletas.

Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava as funções que exercia nas empresas para realizar operações irregulares e obter vantagens financeiras. As investigações apontam prejuízos de R$ 311 mil relacionados às contas de energia elétrica e outros R$ 370 mil em negociações de motocicletas.

Suspeito quitava contas de energia sem receber pagamentos

Durante o período em que atuou como gerente de uma terceirizada da Copel, o homem teria utilizado seu acesso aos sistemas para alterar a titularidade de unidades consumidoras e dar baixa em faturas de familiares e pessoas próximas.

Com isso, as contas eram registradas como regularizadas, mesmo sem o pagamento dos valores devidos.

De acordo com o delegado Rodrigo Baptista Santos, as irregularidades provocaram um prejuízo estimado em R$ 311 mil.

A Copel informou que comunicou os fatos à Polícia Civil assim que tomou conhecimento das suspeitas, com o apoio da empresa terceirizada.

A companhia afirmou que acompanha o caso e colabora com as investigações. Também esclareceu que o suspeito deixou de prestar serviços à terceirizada em 2025.

Clientes de concessionária também teriam sido vítimas

O homem também é investigado por golpes praticados enquanto trabalhava em uma concessionária de motocicletas de Toledo.

Segundo a Polícia Civil, ele orientava clientes a realizar pagamentos de entrada dos veículos diretamente em sua conta bancária, por meio de transferências Pix.

Em outras situações, utilizava uma máquina particular de cartão de crédito para receber valores que deveriam ser destinados à concessionária.

O dinheiro, conforme a investigação, não era repassado à empresa.

As irregularidades teriam ocorrido entre abril e julho de 2026, causando prejuízo estimado em R$ 370 mil.

Pelo menos dez pessoas foram identificadas como vítimas do esquema. Uma delas teria perdido aproximadamente R$ 200 mil.

O investigado também é suspeito de se apropriar de um notebook pertencente à concessionária.

Prisão preventiva foi autorizada pela Justiça

Diante dos elementos reunidos nas duas investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi autorizado pela Justiça e cumprido nesta quinta-feira (29).

O homem foi levado à delegacia para interrogatório, mas exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Após os procedimentos policiais, foi encaminhado à Cadeia Pública de Toledo, onde permanece à disposição da Justiça.

A identidade do investigado não foi divulgada.

A Polícia Civil continua apurando os dois casos e não descarta a identificação de outras vítimas. Até o momento, os prejuízos estimados somam R$ 681 mil.

Com informações de G1.