Jovem de 23 anos é morta a facadas na frente de casa; ex-companheiro é suspeito de feminicídio no Paraná

Tamanho do texto:

Wendi Kauane Jacinto de Paula foi atacada ao retornar de uma casa noturna. Segundo a Polícia Civil, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e fugiu após o crime.

Uma jovem de 23 anos foi morta a facadas na manhã de domingo (25), em frente à própria residência, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A vítima, identificada como Wendi Kauane Jacinto de Paula, foi atacada quando estava dentro de um carro, após retornar de uma casa noturna. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o caso como feminicídio.

O crime aconteceu por volta das 5h20, na Rua Darvil José Caron. Segundo as investigações, o principal suspeito é um ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com o delegado Donizete Gordiano, responsável pelo caso, o homem teria chegado à residência antes de Wendi e permanecido escondido no terreno, aguardando a chegada dela.

Quando o veículo estacionou, o suspeito apareceu e atacou a jovem com uma faca que, conforme a investigação, teria sido retirada da cozinha da própria casa.

O motorista do carro, outro ex-companheiro de Wendi, com quem ela mantinha uma relação de amizade, conseguiu correr para pedir ajuda.

A jovem foi socorrida e encaminhada ao Hospital Angelina Caron, mas não resistiu aos ferimentos.

Suspeito não aceitava fim do relacionamento

As investigações apontam que Wendi e o suspeito tiveram um relacionamento breve, iniciado cerca de dois meses antes do crime. Em agosto, a jovem teria comunicado que não desejava continuar o namoro, mas aceitava manter uma amizade.

Segundo a polícia, o homem teria reagido de maneira agressiva à decisão e, em uma ocasião, quebrado o celular da vítima.

Na noite anterior ao assassinato, os dois estiveram em uma casa noturna na Avenida das Torres, em Curitiba. Durante a festa, houve um desentendimento, e Wendi pediu ajuda aos seguranças do estabelecimento. O suspeito teria sido retirado do local.

Após o episódio, a jovem pediu carona a outro ex-companheiro, com quem mantinha amizade. Os dois seguiram em direção a Campina Grande do Sul, onde o ataque aconteceu.

Câmeras registraram fuga após o crime

Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito correndo após o assassinato. Conforme a Polícia Civil, ele teria deixado o terreno da residência logo depois de atacar a vítima.

A investigação também apura informações de que o homem procurou a própria irmã após o crime.

Em depoimento, ela teria relatado que o irmão chegou com manchas de sangue nas roupas e afirmou ter feito uma “besteira”.

Os investigadores analisam ainda a possibilidade de o suspeito ter trocado de roupa durante a fuga e tentado se desfazer da arma utilizada no crime.

Família cobra justiça

Familiares de Wendi afirmam que a jovem já havia deixado claro ao suspeito que não desejava manter um relacionamento amoroso com ele.

A avó da vítima, Elza, relatou que o homem não aceitava a decisão da neta.

“Ele não queria só amizade. Ela não quis, e ele não aceitou o não”, afirmou.

Wendi era mãe de duas crianças, um menino de cinco anos e uma menina prestes a completar dois anos.

A família cobra a localização do suspeito e sua responsabilização pelo crime.

Polícia investiga feminicídio

A Polícia Civil trata o assassinato como feminicídio e investiga a suspeita de que o crime tenha sido motivado por ciúmes e pela recusa do homem em aceitar o fim do relacionamento.

O delegado Donizete Gordiano informou que questões relacionadas à prisão preventiva foram encaminhadas ao Poder Judiciário.

Como o crime ocorreu durante o período eleitoral, a investigação também considera as restrições legais à prisão de eleitores, previstas no Código Eleitoral, e as exceções aplicáveis.

Até a última atualização das informações fornecidas, o suspeito não havia sido localizado.

Wendi Kauane Jacinto de Paula foi sepultada na segunda-feira (26), no Cemitério Municipal São João Batista.

A Polícia Civil continua as diligências para localizar o investigado e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Com informações de Banda B.