Jornalista e candidata é assassinada durante ato de campanha no Peru; promotoria apura crime por encomenda

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A jornalista e candidata ao governo regional de Áncash, no Peru, Susy Aponte, de 43 anos, foi assassinada a tiros durante uma atividade de campanha no sábado (19), na cidade de Caraz. Conhecida como “La China Polo”, ela percorria um mercado acompanhada por integrantes da campanha quando foi atacada.

Susy era candidata pelo movimento político Socios por Áncash. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, um homem armado se aproximou durante a atividade e efetuou vários disparos. A candidata morreu no local.

O ataque também deixou apoiadores feridos.

Investigação passa a apurar possível crime por encomenda

A Segunda Promotoria Penal Provincial Corporativa de Huaylas assumiu a investigação e alterou a classificação inicial do caso para possível homicídio por encomenda, também tratado pelas autoridades peruanas como possível sicariato.

O procurador-geral Tomás Gálvez informou que três pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no crime. Segundo ele, entre os detidos estão um possível executor, um suposto financiador e outra pessoa que teria auxiliado no transporte do suspeito.

As autoridades ainda investigam quem teria ordenado o ataque e qual seria a motivação.

Polícia reúne imagens e provas

A promotoria determinou a coleta de imagens de câmeras de segurança e depoimentos das pessoas que estavam no local no momento do ataque.

Os investigadores também solicitaram imagens de um hotel onde um dos suspeitos teria permanecido dias antes do crime.

Exames periciais e a necropsia de Susy também fazem parte da investigação. O objetivo é reunir elementos que permitam esclarecer a dinâmica do assassinato e a participação de cada um dos suspeitos.

Candidata havia falado sobre ameaças

Antes do assassinato, Susy havia relatado publicamente ter recebido ameaças. Segundo informações divulgadas após o crime, ela chegou a mencionar chamadas que teriam partido de estabelecimentos prisionais e alertado sobre um possível atentado.

A relação entre essas ameaças e o assassinato ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades.

Susy também mantinha atuação como jornalista e era conhecida pelo trabalho de comunicação e por publicações com denúncias sobre possíveis irregularidades.

A investigação continua para determinar as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos.

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