Sete anos após crime, pai confessa durante júri em Maringá que matou filha de 11 anos em Rolândia

Ricardo Seidi Shigematsu confessou, pela primeira vez, que matou a própria filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. A declaração foi feita durante o interrogatório do réu no Tribunal do Júri de Maringá, sete anos após a morte da menina, ocorrida em Rolândia.
Ricardo vinha sustentando outra versão desde a época em que foi preso. Segundo informações do processo, ele afirmava que havia encontrado a filha já morta e que depois ocultou o corpo. Durante o julgamento, porém, admitiu ter cometido o assassinato e, na sequência, optou por permanecer em silêncio diante dos demais questionamentos.
Eduarda morreu em abril de 2019. A investigação apontou que a menina foi morta por esganadura e que seu corpo foi posteriormente ocultado em um imóvel pertencente à família.
O julgamento de Ricardo e da avó paterna da menina, Terezinha de Jesus Guinaia, prossegue em Maringá. A avó responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ricardo responde pelas acusações relacionadas à morte da filha, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Avó também é julgada
Segundo a acusação do Ministério Público do Paraná, Terezinha teria participado das ações posteriores à morte de Eduarda e contribuído para a ocultação do corpo.
A acusação também sustenta que, embora tivesse a guarda judicial da menina, a avó permitiu que Eduarda permanecesse sob os cuidados do pai. A defesa de Terezinha contesta as acusações e sustenta que ela não participou da ocultação do corpo.
O júri ocorre em Maringá após oito adiamentos e sete anos de espera pelo julgamento. A sessão reúne testemunhos, provas e os interrogatórios dos réus antes da decisão do Conselho de Sentença.
Apesar da confissão de Ricardo, caberá aos jurados analisar as acusações apresentadas no processo e decidir sobre a responsabilidade penal dos réus.
Com informações de GMC.
