Três condenados por assalto a caminhões que resultou em seis mortes na BR-116 somam penas de mais de 230 anos de prisão

Três homens foram condenados pela Vara Criminal de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, por envolvimento no assalto a dois caminhões que resultou na morte de seis pessoas e deixou outras 15 feridas. As penas, somadas, totalizam mais de 231 anos de reclusão. O crime ocorreu na madrugada de 5 de janeiro, na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).
Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento foram denunciados pela 3ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul. Cada um recebeu pena proporcional à participação no crime: Leonardo foi condenado a 83 anos, 2 meses e 17 dias; Douglas a 79 anos, 10 meses e 22 dias; e Juliano a 68 anos, 3 meses e 5 dias. Eles estavam presos preventivamente desde o dia seguinte ao crime e devem cumprir as penas em regime inicialmente fechado.
Segundo a denúncia, os acusados assaltaram um caminhão com carga avaliada em aproximadamente cento e trinta e cinco mil reais e usaram o veículo para bloquear e retirar da pista outro caminhão, que transportava laticínios avaliados em cerca de oitocentos e quarenta e oito mil reais. Ao perceberem que o segundo caminhão tinha um sistema de bloqueio remoto, os criminosos soltaram os freios e colocaram o veículo em movimento de ré, sem iluminação, na tentativa de provocar o tombamento para acessar a carga.
A manobra fez com que a carreta colidisse com uma van que transportava 21 pessoas que retornavam de um culto religioso em São Paulo. O impacto matou o motorista da van e outros cinco passageiros, além de deixar 15 feridos. As vítimas fatais foram Andreia Fagundes, de 48 anos; Ivanir Maziero, de 66; Airton de Mattos, de 92; Idezio Simão da Silva, de 62; Cleide Salvador Machado da Silva, de 61; e Adriana da Silva Machado, de 42.
As investigações apontaram Leonardo como líder do grupo e autor da manobra com o caminhão. Douglas foi identificado como responsável pelo aluguel do carro usado no crime. Juliano, segundo a sentença, manteve o motorista do caminhão sob ameaça durante a ação.
Os três foram presos em menos de 48 horas. Cabe recurso, mas a Justiça determinou que permaneçam presos durante a tramitação. A defesa de Douglas classificou a pena como “excessiva e desproporcional” e afirmou que recorrerá. As defesas de Leonardo e Juliano não se manifestaram até o momento.
