Policial civil perde cargo e é condenado a cinco anos e nove meses por desviar caça-níqueis apreendidos para explorar jogos ilegais em Umuarama

Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e a cinco anos e nove meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa de aproximadamente doze mil e cem reais, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela Primeira Vara Criminal da Comarca de Umuarama e atende a ação penal ajuizada pelo Gaeco do Ministério Público do Paraná.
A condenação é resultado das investigações da Operação Alcova, deflagrada em setembro de 2025, que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida com a exploração de jogos de azar e jogo do bicho no município. De acordo com a investigação, o policial utilizou as facilidades do cargo para favorecer o grupo. No dia 12 de março daquele ano, ele retirou sete máquinas caça-níqueis que estavam apreendidas e deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. Os equipamentos foram transportados durante a noite, fora do expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada à organização criminosa. Uma das máquinas foi posteriormente localizada novamente em funcionamento em um dos bares do grupo.
A investigação começou no início de 2025, após suspeitas sobre a atuação da organização em Umuarama. Em 19 de fevereiro, durante busca e apreensão em dois bares, foram apreendidas dezesseis máquinas caça-níqueis, dinheiro em espécie, celulares, talonários de jogo do bicho e tickets de jogos. O caso levou à abertura de uma investigação específica contra o policial por peculato.
Além do agente, outras quatro pessoas foram condenadas. Um empresário apontado como gestor operacional e financeiro da organização recebeu pena de seis anos, quatro meses e dez dias de prisão, além de multa de cerca de setenta e cinco mil e novecentos reais. O responsável por um dos bares do grupo foi condenado a cinco anos, quatro meses e cinco dias e multa de dois mil e cem reais. Outros dois réus receberam penas de oito anos, quatro meses e cinco dias, com multas de aproximadamente dois mil e seiscentos reais cada.
As condenações são por organização criminosa e contravenções de jogos de azar e jogo do bicho. Os envolvidos mantinham pontos de apostas com caça-níqueis, equipamentos de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.
