Quatro homens são mortos em chacina ao irem cobrar dívida de R$ 250 mil em GO

Quatro homens foram assassinados a tiros na tarde desta terça-feira (11) em Formosa (GO), após irem cobrar uma dívida de R$ 250 mil referente à compra de um caminhão prancha. As vítimas foram recebidas a tiros na casa de um policial militar da reserva, no Setor Parque Lago. Os suspeitos – o PM da reserva, o filho dele e um terceiro homem – fugiram e até o momento não foram localizados.
As vítimas foram identificadas como Luiz Antônio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos, ex-secretário municipal de Agricultura e Transportes de São João d’Aliança entre 2017 e 2019; André Luiz Ferreira Silva, de 41 anos, conhecido como Tarobá; e Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos. André e Gustavo Aurélio eram naturais de Casa Branca (SP) e integravam uma comunidade cigana. O município de São João d’Aliança decretou luto oficial de três dias.
O crime aconteceu por volta das 14h. As vítimas chegaram ao endereço em uma caminhonete Volkswagen Amarok, que foi imediatamente alvejada por dezenas de disparos – ao menos 30 tiros foram efetuados. A caminhonete foi atingida por cerca de 25 disparos, e as quatro vítimas morreram ainda no local, dentro do veículo. Antes de fugir, os suspeitos apagaram as imagens das câmeras de segurança da residência.
O delegado José Antônio Sena, responsável pelo caso, afirmou que os envolvidos foram identificados, mas nenhum foi localizado. Segundo a Polícia Civil, as vítimas haviam registrado boletim de ocorrência por estelionato contra o grupo suspeito. Há também suspeita de que as vítimas atuassem como agiotas, mas a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado pela dívida do caminhão.
Semelhanças com caso no Paraná
A investigação aponta semelhanças entre o crime em Goiás e um caso registrado há um ano em Icaraíma, no Paraná. Na ocasião, quatro homens também desapareceram após tentar cobrar uma dívida com valor aproximado de R$ 255 mil. Os corpos foram localizados 44 dias depois, enterrados em uma propriedade rural. Os suspeitos da chacina no Paraná – pai e filho – seguem foragidos e tiveram os nomes incluídos na lista vermelha da Interpol.
A Polícia Civil investiga se há relação entre os dois casos, mas até o momento não há confirmação de que os mesmos suspeitos ou a mesma organização criminosa estejam envolvidos.
Com informações de TN Online.
