Padre indiano é preso no Paraná após abordar testemunhas de processos em que é investigado por violência sexual contra fiéis

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Foto: Paróquia dos Navegantes

O padre Binu Joseph, investigado por crimes contra a dignidade sexual de fiéis em Paranaguá, no litoral do Paraná, foi preso na terça-feira (11) após descumprir medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Segundo o Ministério Público do Paraná, ele foi flagrado abordando e orientando testemunhas de processos criminais pelos quais responde, o que poderia comprometer as ações judiciais.

O religioso atuava como pároco na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. Ele é alvo de ao menos cinco processos, incluindo denúncias de violação sexual mediante fraude, com abuso de autoridade religiosa, e violência psicológica contra uma mulher, supostamente praticados entre 2017 e 2024.

A primeira denúncia criminal contra ele foi recebida pelo Judiciário em outubro de 2025. O crime teria ocorrido em fevereiro de 2022, contra uma mulher de 20 anos, durante um momento de oração. Segundo o MP, o padre instruiu as pessoas presentes a fecharem os olhos e tocou indevidamente a vítima. Por esse crime, foi condenado a 2 anos e 11 meses – a defesa recorreu.

Após a divulgação do caso, uma segunda vítima procurou as autoridades. Ela relatou ter sido abusada por Binu Joseph em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, entre 2010 e 2011, quando era adolescente. Conforme a denúncia, o padre se aproveitou da autoridade moral e religiosa para praticar atos libidinosos durante um rito espiritual privado, conduzindo a vítima sozinha à sacristia sob o pretexto de uma “imposição de mãos”.

Com a prisão preventiva decretada, o padre foi encaminhado ao sistema penitenciário. Em audiência de custódia, a Justiça reconheceu o direito à prisão especial, prevista no Código de Processo Penal para sacerdotes.

Em nota, a defesa de Binu Joseph afirmou que os processos correm em segredo de Justiça, que a prisão ocorreu por garantia da colheita de provas e que ele é um “sacerdote probo”, que nunca pactuou com irregularidades.

A Diocese de Paranaguá manifestou solidariedade às possíveis vítimas, reafirmou o compromisso com a proteção de pessoas vulneráveis e disse que acompanha o padre pastoralmente, sem interferir nas investigações. Também afirmou que medidas canônicas cabíveis estão sendo adotadas.

Com informações de G1.

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