CBF e clubes aprovam novas regras para Séries A e B, Copa do Brasil e Feminino A1; “Lei Vini Jr.” é aprovada por 26 a 14

A CBF realizou nesta segunda-feira (10) a terceira reunião com clubes das Séries A e B para discutir a criação da Liga do Futebol Brasileiro. O encontro, em um hotel na Barra da Tijuca (RJ), definiu a adoção imediata de novas regras de arbitragem para as principais competições do país, incluindo Brasileirão Séries A e B, Copa do Brasil (masculina e feminina) e o Feminino A1.
O conjunto de medidas, muitas já testadas na Copa do Mundo, tem como principal objetivo aumentar o tempo de bola rolando. Atualmente, a Série A do Brasileirão registra média de 52 minutos e 54 segundos de jogo efetivo, abaixo das principais ligas europeias. Um estudo da Opta Stats Perform, encomendado pela CBF, apontou que é possível recuperar cerca de seis minutos e 22 segundos por partida com ajustes em itens como marcação de faltas, reposição de bola, atendimentos médicos e checagens de VAR.
A partir da próxima rodada, as mudanças passam a valer, com exceção da regra sobre escanteio concedido por engano, que só será aplicada em 2027.
Lei Vini Jr. e outras regras
A medida que gerou mais debate foi a chamada “Lei Vini Jr.”, que determina expulsão para o jogador que cobrir a boca em discussão com adversário. Aprovada por 26 votos a 14, a regra pune o gesto, independentemente do que foi dito.
Outras mudanças aprovadas:
- 5 segundos para arremesso lateral e tiro de meta: se o jogador exceder, a posse é revertida para o adversário (no tiro de meta, escanteio).
- 10 segundos para substituído deixar o campo: o atleta deve sair pelo ponto mais próximo; se demorar, o substituto aguarda 1 minuto para entrar.
- 1 minuto fora de campo para atletas atendidos no gramado (exceto em casos de lesão grave, choque de cabeça, falta com cartão, pênalti, ou colisões entre companheiros).
- Atendimento ao goleiro: se o goleiro for atendido, um jogador de linha fica 1 minuto fora após o reinício, indicado pelo técnico.
- Somente o capitão fala com o árbitro: em decisões sinalizadas pelo juiz, apenas o capitão pode se aproximar; outros recebem amarelo.
- VAR revisa segundo cartão amarelo: a checagem passa a valer para cartões que resultam em expulsão.
- Escanteio por engano (a partir de 2027): o VAR pode reverter se o erro for claro e não atrasar o reinício.
O diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, afirmou que as mudanças buscam um jogo mais fluido. “O estudo mostra que existe espaço para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida. Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas”, disse.
A próxima reunião do conselho técnico está marcada para 14 de setembro e tratará da organização de competições.
Com informações de CBF.
