Três PMs viram réus por homicídio qualificado após morte de adolescente com mais de dez tiros em Londrina

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Foto: Redes Sociais

Os policiais militares Fernando Henrique Rodrigues Yoshimine, Rodrigo Soares da Silva e Volnei José Marcelino se tornaram réus no processo que investiga a morte do adolescente Davi Gregório Ferraz dos Santos, de 15 anos, durante uma abordagem em Londrina, no norte do Paraná, em junho de 2022. A decisão é da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.

O desembargador Miguel Kfouri Neto analisou recurso da acusação e entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os policiais sejam julgados por homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima, e tortura. Com a decisão, eles deixaram a condição de investigados para se tornarem réus na ação penal.

O caso

A abordagem aconteceu em junho de 2022. Segundo a versão da Polícia Militar, os policiais foram verificar uma situação de tráfico de drogas quando viram Davi em um carrinho de lanches na região central. O adolescente correu junto com um colega e foi abordado dentro de uma casa. A PM afirmou que ele foi baleado quando os agentes perceberam que estava armado e que agiram em legítima defesa.

A família contesta a versão. Parentes afirmam que Davi não estava armado nem com drogas. O laudo pericial apontou que o adolescente foi atingido por 13 tiros, alguns nas mãos enquanto tentava se proteger. A perícia também constatou que ele foi ferido no lado esquerdo do corpo, enquanto a única porta de acesso ao cômodo ficava à direita.

Histórico do processo

O inquérito foi arquivado duas vezes, a última em novembro de 2022, com a conclusão de legítima defesa. Em janeiro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça determinou a reabertura das investigações, atendendo recurso da família. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca considerou que os familiares tinham direito a uma revisão da conclusão inicial.

Com a decisão do TJ-PR, a denúncia foi recebida. Agora, acusação e defesa poderão pedir novas provas, diligências e oitiva de testemunhas. Caberá ao magistrado decidir se os policiais irão a júri popular.

A defesa dos PMs não foi localizada. A assessoria da PM disse que não se manifesta sobre decisões judiciais e que se pronunciará ao final do processo.

Com informações de G1.

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