Empate nos acréscimos não esconde apatia do Maringá em Fortaleza; reação tardia salva ponto, mas expõem problemas

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Foto: Iago Ferreira/Maringá FC

O Maringá FC arrancou um empate heroico por 1 a 1 diante do Floresta na noite desta segunda-feira (27), no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. O gol de Ronald Camarão, aos 46 minutos do segundo tempo, caiu do céu em uma noite em que o Dogão pouco fez para merecer a vitória. O ponto conquistado fora de casa é importante e recolocou a equipe na sétima colocação, mas a atuação do time comandado por Moisés Egert reacendeu um velho e incômodo hábito: a pobreza em momentos decisivos.

O Maringá entrou em campo precisando vencer, como sempre precisa quando a reta final da fase classificatória se aproxima. Mas o que se viu nos primeiros 45 minutos foi um time sonolento, com dificuldade para criar e uma pontaria pior ainda. O Floresta, jogando em casa, se fechou atrás da linha da bola e esperou os contra-ataques, enquanto o Dogão até ficou com a posse, mas não soube o que fazer com ela. A única chance mais clara, uma finalização de Negueba para fora, resumiu o primeiro tempo: muito esforço, pouco resultado.

No segundo tempo, o Floresta voltou com outra postura. Danrlei, que entrou no intervalo, foi o responsável pelo cruzamento açucarado que Rafinha, sozinho na pequena área, matou no peito e fuzilou para abrir o placar. O gol, aos 23 minutos, foi um alerta que muitos torcedores já conhecem bem: o Maringá só resolve reagir depois que toma o sufoco.

A reação veio tardiamente, como de costume. O time passou a pressionar nos últimos dez minutos, mas o Floresta se defende bem e segurou a vantagem até o fim do tempo regulamentar. Até que, no segundo dos seis minutos de acréscimos, Ronald Camarão recebeu a bola na intermediária, caminhou, ajeitou e soltou um balaço indefensável que enganou Dheimison e garantiu o empate.

O Maringá poderia ter terminado a rodada em quarto lugar se tivesse vencido. Em vez disso, quase caiu para nono. A sorte nos acréscimos não pode esconder a falta de criatividade, a lentidão nas transições e a aparente comodidade de uma equipe que parece jogar para não perder em vez de jogar para vencer.

O ponto conquistado na base da raça é bem-vindo. Mas o torcedor que acompanha o Maringá já está cansado de ver o time chegar de vitória, empolgar e, na partida seguinte, apresentar um futebol sonolento. Não dá mais para se contentar com “força de reação”.

O próximo compromisso é em casa, no Willie Davids, diante do Amazonas, no domingo (9). Não há mais desculpas. Se o Maringá quer subir, não pode deixar os três pontos escaparem. Porque esse empate em Fortaleza, por mais heroico que tenha sido, não apaga o jogo ruim feito até os 45 minutos do segundo tempo.

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