Médico residente é encontrado morto dentro de túmulo violado em cemitério de Porto Velho

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Foto: Redes Sociais

O médico Lucas Macedo Martins, de 32 anos, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (24) dentro de uma sepultura violada no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho (RO). Ele estava desaparecido desde a última terça-feira (21).

Funcionários do cemitério localizaram o corpo após perceberem que a tampa de um túmulo estava quebrada. A vítima foi encontrada seminua, com o rosto desfigurado e sinais de extrema violência. A perícia recolheu pedaços de tijolo com manchas de sangue e fios de cabelo. O médico apresentava lesão no lado esquerdo do crânio, afundamento na região do rosto e ferimento grave no olho direito. Os golpes foram desferidos com pedras.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. A principal hipótese, segundo apuração inicial, é que Lucas estivesse no cemitério com outra pessoa, com quem teria mantido relações íntimas antes do crime. Uma discussão entre os dois teria sido seguida de agressão. As linhas de apuração incluem também a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte).

Lucas era médico residente da terapia intensiva na clínica médica do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, onde trabalhava desde março deste ano. Era formado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e estava em Rondônia para concluir a residência.

O veículo do médico, um Volkswagen Virtus cinza, não foi localizado. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o carro trafegando pela BR-364 em direção a Guajará-Mirim, cidade na fronteira com a Bolívia. O automóvel foi visto nas proximidades do cemitério na quarta-feira (22), um dia após o desaparecimento. Segundo a polícia, o carro teria sido levado para a Bolívia após o crime.

A Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DHPP) conduz as investigações. A polícia trabalha para identificar o autor do homicídio, localizar o veículo e esclarecer a dinâmica do crime.

Nos dias que antecederam o sumiço, Lucas gravou um vídeo que foi compartilhado com amigos próximos. No registro, ele aparece emocionado e chorando enquanto relata supostas situações de homofobia que estaria vivendo dentro do próprio núcleo familiar. Não há, até o momento, indicação oficial de que o conteúdo do vídeo esteja relacionado à motivação do crime.

Familiares divulgaram um banner nas redes sociais com informações sobre o desaparecimento. O caso segue em investigação.

Com informações de GMC.

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