Caso Eulália: família pede liberação de corpo antes do DNA e solicita novas buscas por pertences da idosa

A investigação sobre o desaparecimento de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, ganhou novos desdobramentos. A família da moradora de Maringá ingressou com pedidos na Justiça para obter a liberação do corpo encontrado na região do Porto Tigre, em Nova Londrina, antes mesmo da conclusão do exame de DNA. Além disso, a defesa solicitou a realização de novas buscas no local onde o cadáver foi localizado, na tentativa de encontrar objetos pessoais que possam ajudar a esclarecer o caso.
As informações foram divulgadas inicialmente pela RIC Record Maringá e confirmadas pelo GMC Online junto à advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, e às equipes envolvidas na investigação.
Segundo a defesa, os exames preliminares realizados no Instituto Médico-Legal (IML) não foram suficientes para confirmar oficialmente a identidade da vítima. A identificação por impressões digitais foi inviabilizada pelo avançado estado de decomposição do corpo, enquanto a comparação da arcada dentária também não apresentou elementos conclusivos.
Diante desse cenário, familiares realizaram a coleta de material genético no IML de Paranavaí para a realização do exame de DNA, que deverá confirmar se o corpo encontrado é, de fato, o de Eulália.
Mesmo aguardando o resultado da perícia genética, a família pediu à Justiça a liberação do corpo para que possa realizar o velório e o sepultamento.
A defesa também protocolou um requerimento solicitando novas diligências na região onde o corpo foi encontrado. Entre os pedidos está a utilização de sonar para uma varredura subaquática, com o objetivo de localizar possíveis pertences da idosa, como bolsa, telefone celular e outros objetos que possam contribuir para a investigação.
O corpo foi localizado na terça-feira (14) por um pescador, parcialmente submerso e preso em galhadas às margens do rio Iutita, na região conhecida como Porto Tigre, entre 23 e 25 quilômetros da área urbana de Nova Londrina. Devido ao difícil acesso, a retirada exigiu uma operação do Corpo de Bombeiros, que aguardou a conclusão dos trabalhos da perícia antes da remoção.
Após acompanharem os procedimentos no IML, familiares e a advogada da família estiveram na Delegacia de Nova Londrina para uma reunião com a delegada Angélica Ferreira. Segundo a defesa, durante o encontro foram apresentados elementos da investigação que reforçaram a convicção da família de que o corpo encontrado pode ser o de Eulália. Os detalhes, no entanto, não foram divulgados para preservar o andamento das investigações.
A Polícia Civil informou que já planeja novas diligências na região onde o corpo foi encontrado e continua ouvindo moradores e reunindo informações que possam esclarecer as circunstâncias da morte.
Eulália Farias Pinheiro desapareceu após sair de Maringá e embarcar em um ônibus com destino a Nova Londrina. Desde então, o caso mobilizou familiares, equipes policiais e buscas nas duas cidades. Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir parte do trajeto da idosa, mas a ausência de monitoramento no terminal rodoviário de Nova Londrina dificultou a apuração. Uma das hipóteses investigadas era a de que ela teria viajado para encontrar uma pessoa com quem manteria um relacionamento, possibilidade que segue sem confirmação oficial.
Com informações de GMC.
