Erro estratégico, escolha polêmica para o pênalti e pior campanha em 36 anos: o que pesou na eliminação do Brasil

A eliminação da seleção brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 já gerou inúmeras análises sobre o desempenho da equipe. Vou agora fazer a minha. Além da pior campanha do Brasil em um Mundial desde 1990, algumas decisões tomadas durante a partida passaram a concentrar, e merecidamente, boa parte das críticas dirigidas ao técnico Carlo Ancelotti.
Um dos principais questionamentos envolve uma substituição considerada decisiva. Aos 22 minutos do segundo tempo, Ancelotti colocou Neymar e Endrick em campo justamente para tentar mudar o rumo da partida. No entanto, a alteração ocorreu cerca de um minuto antes da parada oficial para hidratação.
Na prática, a troca acabou oferecendo ao técnico da Noruega a oportunidade de reorganizar sua equipe já conhecendo a nova estratégia brasileira. Em vez de surpreender o adversário, a entrada dos dois jogadores permitiu que o sistema defensivo norueguês fosse reajustado durante a interrupção, neutralizando o impacto esperado das mudanças.
Outro ponto que ganhou força após a eliminação foi a cobrança do primeiro pênalti brasileiro. Bruno Guimarães desperdiçou a oportunidade ainda no primeiro tempo, em um momento que poderia mudar completamente o cenário da partida.
A escolha do volante surpreendeu porque, segundo dados do Transfermarkt, ele havia cobrado apenas três pênaltis em toda a carreira profissional. Após o jogo, um jornalista lembrou que, desde a Copa de 2022, o Brasil marcou 12 gols de pênalti com seis cobradores diferentes e que, entre os jogadores em campo, Vinícius Júnior era o único que já havia convertido cobranças pela Seleção.
Ancelotti explicou que a decisão foi baseada em estatísticas internas da comissão técnica. Segundo ele, Raphinha era o principal cobrador da equipe, mas estava fora. Entre os jogadores disponíveis, a ordem seria Neymar, Igor Thiago, Bruno Guimarães e Martinelli. Como Neymar iniciou a partida no banco, a comissão optou por Bruno Guimarães por considerá-lo a melhor alternativa naquele momento.
As duas decisões passaram a ser vistas como símbolos de uma eliminação marcada não apenas por problemas técnicos dentro de campo, mas também por escolhas estratégicas que hoje são debatidas. O resultado encerrou a campanha brasileira ainda nas oitavas de final, igualando a pior participação da Seleção em Copas do Mundo desde a edição de 1990, na Itália.
E para você, quais jogadores ainda merecem permanecer como base da Seleção Brasileira para o próximo ciclo? Carlo Ancelotti continua sendo o nome ideal para comandar o Brasil após uma eliminação marcada por decisões tão questionadas? E, diante de mais uma Copa encerrada de forma precoce, fica a pergunta que acompanha o torcedor há mais de duas décadas: será que ainda veremos o Brasil conquistar o tão sonhado hexacampeonato?
